A galesa com nome artístico de banda, Marina and The Diamonds, conquistou o mundo – e o meu coração – com seu indie-pop alternativo, letras carregadas de sentimento, cheias de críticas à indústria, sua voz maravilhosa e, principalmente, sua autenticidade e garra quando o assunto é ser feminista.
Marina Lambrini Diamandis nasceu no País de Gales, e desde cedo quis seguir carreira de cantora. Foram muuuuitas as tentativas, mandando seu trabalho que sempre era recusado.
Então ela passou a investir em si mesma agindo de forma independente, após um tempo lançando um EP intitulado Mermaid Vs. Sailor na sua conta do MySpace.
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Gente como a gente |
• The Family Jewels
O primeiro álbum lançado por Marina and The Diamonds saiu em 2010, ela explica que é “um corpo de trabalho em grande parte inspirada pela sedução do consumismo, os valores sociais modernos, família e sexualidade feminina”.
Marina é uma compositora de primeira, as batidas de cada faixa são um tanto como um misto de pop e alternativo, carregados de excentricidade.
Em “Hollywood”, por exemplo, uma das minhas favoritas, ela fala sobre a obsessão a fama e ao dinheiro, colocando no refrão “Hollywood infected your brain” (Hollywood infectou o seu cérebro).
Diferente de muitas, Diamandis não é feita para o mainstream, mal liga para os charts. Desde sempre, se importa em fazer as pessoas ouvirem a sua música, sua arte. Sem ser moldada pelo sucesso. E é basicamente nessa linha de pensamento que ela constrói o próximo álbum.
• Electra Heart
Eu não consigo explicar o meu amor e admiração por esse álbum, é com certeza um dos meus favoritos, e na minha opinião, o melhor de todos da Marina. Aqui ela se reinventa, indo mais para um lado electropop e fazendo um conceito muito inteligente, criando uma personagem-título, a Electra Heart, para representar arquétipos femininos da cultura americana estereotipada.
As letras aqui são bem mais fortes, repletas de ambiguidade, muitas bem mais dançantes e outras depreciativas, mas todas com arranjos belíssimos. Diamandis explica que queria “um personagem frio, cruel e que não era vulnerável”, e ainda detalha que Electra Heart é uma ferramenta para representar uma combinação de elementos associados com o sonho americano e a tragédia grega.
O álbum, na verdade, irá tratar da história dessa personagem que se desenvolve em cada faixa, é quase como um filme cinematográfico sobre amor disfuncional, escuridão, inocência, fama, glamour, falsa moral, e um pouco de repugnância misturados num visual fofo.
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O imortalizado visual da Electra, com coração na bochecha. |
Primadonna foi a música que jogou Marina nos topos mundiais, sendo um de seus primeiros hits. Vai falar sobre a garota egocêntrica que quer tudo para si.
Numa breve conclusão, a Electra é tudo que a Marina não é e não quer ser, a mesma explica que não é um alter-ego, é uma “outra pessoa” construída em sua visão – e que todos tanto idolatram.
• Teen Idle
E ainda neste clima de Electra Heart, vos apresento a faixa que deu origem tanto ao nome do blog quanto nos inspirou a fazer a descrição: Teen Idle.
Uma das, e se não a, minha música predileta de todas da Marina and The Diamonds, Teen Idle foi a primeira que ouvi, por indicação de uma amiga – obrigado Catarina – e fiquei obcecado pela letra, pelo refrão, pela melodia… foi uma sensação inigualável.
Eu consegui me identificar profundamente com o que a canção queria mostrar.
O nome de nosso blog tem um certo duplo sentido, um em tradução livre: “Ídolo Adolescente”; e outro no lírico da música: “Adolescente Desocupado”. A descrição na verdade é uma adaptação de alguns dos trechos.
Yeah, I wish I’d been a, wish I’d been a teen, teen idle
Wish I’d been a prom queen fighting for the title
Instead of being sixteen and burning up a bible
Feeling super, super (super!) suicidal
Atenção para algo que dilacerou muitos corações de fãs:
• FROOT
Diamandis também afirma que Froot não é totalmente obscuro, e que “é quase uma comemoração de ser feliz”. Por vezes descrito como “reflexivo” e “centrado em torno de coisas extremamente diferentes”.
Posso descrevê-lo como uma salada de frutas deliciosa de se ouvir, com melodias leves e composições de cair o queixo. Savages, a melhor de todas na minha opinião, é uma crítica fundamentada na humanidade; fala sobre estupros, assassinatos, guerras e essas atrocidades cometidas por nós. Im not afraid of God, I am afraid of man (Eu não tenho medo de Deus, eu tenho medo do homem).
Já em Can't Pin Me Down, ela faz alusão ao feminismo e a desigualdade existente entre o homem e a mulher na sociedade. Do you really want me to write a feminist anthem? I'm happy cooking dinner in the kitchen for my husband (Você realmente quer que eu escreva um hino feminista? Estou feliz fazendo o jantar na cozinha para o meu marido).
Para quem não sabe, Marina não mede papas na língua para expor sua opinião nas redes sociais, seu Twitter por exemplo, é repleto de reflexões suas sobre igualdade de gênero e afins. É um verdadeiro ídolo a ser seguido.
O FROOT tem uma batida meio anos 80, assim como a faixa-título. Inclusive, gostaria de ressaltar que a apresentação que Marina fez no Lollapalooza no sábado foi inesquecível, acredito que valeu muito a pena o cancelamento de última hora do ano passado para todo esse preparamento. Com toda certeza, um dos melhores shows que acompanhei.
O que acharam desse post da Marina and The Diamonds?
Postado por Azoka Gouveia Filho.
Adorei esse post! E o blog também esta uma maravilha, ó ��. Eu devo dizer que o Electra Heart, é meu álbum favorito da Marina também, e Teen Idle, também é minha música favorita da Marina. Sei lá, quando eu ouço ela me dá uma sensação muito estranha de nostalgia da minha adolescência, eu às vezes choro ouvindo ela, apesar de que toda a música, fala de uma adolescência que eu nunca tive, quero dizer, eu nunca tive tanto "sangue nos olhos" pra sentir tanta coisa quanto a Marina. Mas enfim, adorei o blog, eu não sei onde diabos você está, ou se ainda usa esse blog, mas enfim, eu tive que comentar algo. Bjs BB me chama no pv, fui
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